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Brasil
Publicada em 18/06/16 as 18:52h - 88 visualizações
Pastor preso por suspeita de maus tratos a crianças nega acusações

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O pastor Gean Carlos de Souza rebateu as acusações de que as crianças e adolescentes que vivem no abrigo sustentado por sua igreja em Paraíso do Tocantins (TO) sofram maus tratos.

O religioso, líder da Igreja Batista Ágape, ficou seis dias preso por ser o administrador dos três abrigos que foram denunciados pelo Ministério Público Estadual: Casa dos Meninos, Casa das Meninas dos Olhos de Deus e Casa dos Bebês.

Na denúncia, o MPE relata casos de "tortura consistente em trancamento de menores em quarto sem ventilação e sem banheiro, discriminações, privação de alimentos como forma de castigo, xingamentos, depreciação pessoal e da família natural, além de ameaças de apanhar da polícia."

As instituições existem há cinco anos e são assistidas pela Associação Social Ágape, e além do pastor outros dois servidores foram presos.

Ao ter o direito de se defender na imprensa, o pastor afirma que todas essas acusações são falsas e que ele poderá provar dentro do processo.

"Todas as acusações que são feitas são inverdades. Nós vamos provar isso dentro do processo", afirmou.

O promotor que denunciou o caso, Guillher Goseling, afirma que o caso é grave. "É um conjunto de fatores que são muito graves principalmente levando em conta que são crianças e adolescentes que estão em situação de vulnerabilidade social", disse ele ao G1.

Entre as irregularidades, a promotoria reclama de uma possível falta de atendimento psicológico, possível privação de liberdade religiosa, além de abusos físicos, sexuais e psicológicos.

Desde a prisão do pastor, a Prefeitura assumiu o controle dos abrigos onde 26 crianças e adolescentes vivem. Essas crianças ficam no abrigo até poderem voltar para suas famílias ou serem adotadas, pois são vítimas de conflitos familiares, abusos sexuais e abandono.

O juiz Océlio Nobre da Silva aceitou a intervenção dos abrigos e a prisão dos envolvidos dizendo: "a Instituição Ágape contava com o apoio de pessoas da comunidade que de forma voluntária apoiavam o acolhimento e cuidado das crianças, sendo que aparentemente durante algum tempo, prestou um trabalho meritoso".

Mas para a defesa da Associação, é possível provar que eles possuem condições para continuarem administrando os abrigos.

"Nós vamos apresentar estas razões para o juiz, demostrar que a instituição que cuida há cinco anos destas crianças tem condições de continuar cuidando", informou o advogado de defesa, Marcelo Cordeiro.




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